Michelle talvez seja a solução

Depois de garantir a Barack Obama que era sua eleitora, uma mãe de Iowa, chamada Emily, questionou porque as coisas estavam dando errado. O presidente estava despreocupado, de calça cáqui e camisa branca, mas ficou tenso quando Emily se manifestou. Obama defendeu-se com certo ar resignado. Se os malucos põem um revólver na sua cabeça, você precisa se render.

Maureen Dowd, do The New York Times, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

Obama passou a terça-feira em Peosta em fóruns econômicos rurais. Mais tarde, disse que conversou sobre coisas como as vacas que pastam perto de painéis solares e como "ajudar as fazendas a tratar o estrume de maneira criativa".

O presidente manteve sua postura sóbria ao dizer que os EUA são ainda um grande país, enquanto o governador do Texas, Rick Perry, passava em seu próprio ônibus, abrindo um terreno criativo em matéria de volatilidade. Enquanto Obama adestrava cavalos, Perry galopava por Iowa como um garanhão indomável com o risco de quebrar uma perna.

O governador republicano chamou o presidente de "a maior ameaça ao nosso país" e questionou o seu patriotismo e senso de dever. Segundo o ex-piloto da Força Aérea, os militares e os veteranos prefeririam um comandante que tivesse vestido o uniforme.

Obama rebateu as palavras do texano, como fez Jay Carney, porta-voz da Casa Branca, que me disse: "Podemos discordar dos nossos adversários, mas, certamente, achamos que são todos patriotas - até os que queriam se separar da união."

Enquanto Perry brincava de cowboy rápido no gatilho, Obama brincava de marido dominado pela mulher. Em Cannon Falls, Minnesota, o presidente comparou as negociações com os republicanos da Casa Branca com as que tem de fazer com sua mulher.

"Na minha casa, se eu disser: "Você sabe, Michelle, querida, precisamos cortar os gastos, você vai ter de parar de fazer compras, não poderá comprar sapatos, não poderá comprar vestidos, mas vou continuar com os meus tacos de golfe". É claro que isso não vai funcionar."

Em Decorah, ele afirmou: "Ninguém consegue receber 100% do que quer. Eu deixo basicamente que Michelle fique com 90% do que ela deseja. Mas, a certa altura, preciso impor alguns limites e dizer: "Dê-me os meus 10%"." Talvez Michelle é que devesse negociar com os republicanos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.