AP Photo/John Locher
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Michigan se torna 10° Estado dos EUA a aprovar uso recreativo de maconha

Quase 80 milhões de americanos viverão em Estados onde o consumo recreativo de maconha é legal, ou seja, 25% da população total do país

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2018 | 17h08

WASHINGTON - Michigan se transformará no décimo Estado do país a legalizar o consumo recreativo da maconha, depois que os eleitores aprovaram uma proposta com essa finalidade nas eleições de meio de mandato de terça-feira, 6.

Como consequência disso, quase 80 milhões de americanos viverão em Estados onde o consumo recreativo de maconha é legal, ou seja, 25% da população total do país.

A medida de Michigan, que representa a colocação em prática de um sistema regulado de cultivo e venda, foi ratificada com 56% dos votos a favor.

"A campanha se focou em uma questão muito simples: fatos frente ao medo. Os dados dos outros nove Estados que legalizaram a maconha deixaram claro que a regulação e o pagamento de impostos são uma melhor solução", disse Josh Hovey, porta-voz da chamada Coalizão para Regular a Maconha como o Álcool.

A proposta permitirá aos adultos de mais de 21 de anos possuir, cultivar e fumar quantidades pequenas de maconha legalmente.

Além da capital Washington, nove Estados tinham permitido até agora o consumo recreativo de maconha: Alasca, Colorado, Nevada, Oregon, Washington, Vermont, Maine, Massachusetts e Califórnia. Michigan é o primeiro Estado do meio oeste dos EUA a legalizar o consumo da maconha.

A essa lista seria preciso somar os mais de 30 Estados do país nos quais a maconha medicinal é legal.

A tendência crescente para a aceitação e regularização da maconha nos Estados Unidos, uma mudança significativa com relação à política de mão dura das últimas décadas contra as drogas, parece respaldada pela opinião pública.

Um recente pesquisa da firma Gallup, publicada em outubro, apontou que 66% dos americanos apoiam a legalização da maconha (sem especificar o uso), o que é considerado um recorde desde que a empresa de consultoria começou a perguntar sobre esse tema em 1969, quando só 12% da população havia mostrado apoio à causa. / EFE

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