Mídia chinesa discute novo plano de Defesa dos EUA

A agência de notícias oficial Xinhua disse nesta sexta-feira que saúda a maior presença dos Estados Unidos na Ásia, mas apenas se isso ajudar a promover a paz na região. A declaração foi feita após o presidente Barack Obama ter revelado, na quinta-feira, a nova estratégia militar norte-americana

AE, Agência Estado

06 de janeiro de 2012 | 12h59

O projeto prevê o fortalecimento da presença militar dos Estados Unidos na Ásia em preparação para possíveis desafios vindos de países como a China, ao mesmo tempo em que prevê a redução de futuras campanhas de contrainsurgência como as realizadas no Iraque e no Afeganistão.

Pequim não fez declarações oficiais sobre a nova estratégia militar dos Estados Unidos, mas nesta sexta-feira a Xinhua disse que os norte-americanos são bem-vindos para fazer "mais contribuições para a paz e estabilidade na Ásia e na região do Pacífico", ao mesmo tempo em que pede que não haja "incitação à guerra".

"O papel dos Estados Unidos, se realizado de forma positiva e livre da mentalidade da Guerra Fria, vai não apenas ser benéfica para a estabilidade de prosperidade regional, mas será bom para a China", disse a Xinhua. "Mas, enquanto aumenta sua presença militar na Ásia e no Pacífico, os Estados Unidos devem se abster de flexionar seus músculos", acrescentou.

"Se os Estados Unidos aplicarem o militarismo de forma indiscreta na região, será como um elefante numa loja de cristais, o que vai colocar em perigo a paz em vez de estimular a estabilidade regional."

Os Estados Unidos têm concentrado sua atenção na região da Ásia-Pacífico, onde há preocupações sobre o crescente poderio militar chinês. O Exército de Libertação do Povo é o maior corpo militar em atividade do mundo e é bastante reservado sobre seus programas de defesa. Os militares chineses contam com um grande e crescente orçamento militar.

Já o jornal diário Global Times acusou os Estados Unidos de tentar conter a China e conclamou Pequim a "fortalecer suas habilidades de ataque de longo alcance e usar mais seu poder de dissuasão dos Estados Unidos".

"Os Estados Unidos devem entender que não podem impedir o crescimento da China e que ser amigável com a China é de seu grande interesse", diz o diário nacionalista em seu editorial. As informações são da Dow Jones.

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