Mídia denuncia restrições à liberdade de imprensa no Afeganistão

Meios de comunicação do Afeganistão denunciaram que o governo está tentando coibir a liberdade de imprensa ao emitir uma lista de restrições a serem seguidas em suas coberturas. O documento de duas páginas, distribuído pelo serviço de inteligência afegão a jornalistas convidados para uma reunião, começa afirmando ser "necessário limitar alguma das atividades" da mídia.Pelo documento, deve-se evitar a divulgação de notícias que "mostrem fraquezas das forças armadas do nosso país". Também não devem ser publicadas críticas à coalizão liderada pelos Estados Unidos nem à missão da Otan, assim como entrevistas com "comandantes terroristas", ou mesmo a divulgação de imagens ou fotos deles.Os meios de comunicação também foram orientados a não colocar notícias de atividades de militantes, como ataques suicidas e atentados a bomba, como principais manchetes.O governo do presidente Hamid Karzai afirmou que está apenas pedindo à mídia para "se abster de glorificar o terrorismo e de dar uma plataforma a terroristas", segundo um comunicado."Esse pedido é totalmente consistente com os princípios de liberdade expressão e de imprensa contemplados em nossa constituição", acrescentou.Mas muitos jornalistas entenderam as restrições como uma forma de intimidação da mídia, que floresceu e se expandiu no Afeganistão depois da derrubada da milícia Taleban em 2001.

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