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Mídia estatal chavista usa áudio para acusar oposição de planejar protestos violentos

Suposto diálogo entre líderes opositores foi exibido por emissora estatal na noite de segunda-feira; Henrique Capriles, governador opositor, não confirma participação em marcha convocada por López

O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 11h05

CARACAS - A imprensa estatal venezuelana divulgou na noite de segunda-feira, 25, o áudio (ouça abaixo, em espanhol) de uma suposta conversa entre o líder opositor do partido Voluntad Popular (VP), Lepoldo López, e o ex-prefeito de San Cristóbal, no Estado de Táchira, no qual os dois planejariam detalhes da manifestação convocada pelo VP para o próximo sábado no país, que incluiriam a instalação de barreiras nas ruas e ações de violência.

Na conversa divulgada pela emissora Venezolana de Televisión (VTV) as vozes identificadas como dos dois políticos opositores explicam que novos acampamentos na frente das sedes de organismo internacionais, como a ONU, também deve ser erguidas na capital, Caracas. De acordo com o diálogo atribuído a López e Ceballos, as ações "terão impacto sobre o Conselho Nacional Eleitoral (CNE)", responsável pelas eleições no país.

Miguel Pérez Pirela, apresentador do programa "Cayendo y Corriendo", no qual o áudio foi divulgado, sugeriu durante a transmissão que pela voz alterada, os dois opositores estariam "sob efeito de eventuais substâncias", mas não deu detalhes sobre quais seriam essas substâncias. 

Na gravação, também são estabelecidas "metas de 5, 10 e 15 dias" para os manifestantes que, segundo Pirela, seriam o "prazo biológico" das greves de fomes iniciadas pelos dois líderes opositores no último fim de semana.

"(A gravação) é de gente que ama a violência. É uma gravação dura, que vai fazer com que caia a máscara de mais de uma pessoa", disse o apresentador chavista, que pediu as autoridades venezuelanas ações sobre o tema, que poderia "comprometer o desenvolvimento da paz no país".

Não está claro quando foi feita a gravação da suposta conversa entre López e Ceballos, que tem cerca de dois minutos de duração. Até o último fim de semana, os dois estavam detidos na prisão de Ramo Verde, mas Ceballos foi transferido para outra cadeia após os dois opositores anunciarem o início de uma greve de fome.

Capriles. Nesta terça-feira, o governador de Miranda e ex-candidato à presidência, Henrique Capriles, afirmou não saber se participará da macha convocada por López. "Não tenho os detalhes, mas espero tê-los nas próximas horas porque isso foi algo que fiquei sabendo através do próprio vídeo gravado pelo Leopoldo", afirmou Capriles a Unión Radio.

Além de não confirmar a participação no ato, Capriles mostrou desconforto com o fato de a manifestação ter sido, aparentemente, convocada sem que os outros membros da Mesa da Unidade Democrática (MUD), principal coalizão opositora do país, tivessem conhecimento.

"Acredito que se tem algo que prejudica a oposição é cada um ter uma agenda própria e não entendendo o conceito de unidade", disse o governador de Miranda. "Não podemos dizer uma coisa hoje, outra amanhã e daqui alguma semana dizemos outra coisa." / EFE

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