Mídia levou monarquias a se aproximarem do povo

A vida da realeza sempre atraiu a atenção dos súditos, mas, até o século 20, tudo que a maior parte da população britânica conhecia do seu rei ou rainha se limitava a seu semblante, em uma pintura na parede. "A televisão e os meios de comunicação em massa modificaram o modo como o rei relacionava-se com a população e obrigou a monarquia a se reinventar", afirma o historiador Artur W. Purdue.

AE, Agência Estado

29 de abril de 2011 | 08h54

O rei passou a ser também um promotor de valores ligados à família e à cidadania. E outros membros da realeza engajaram-se em projetos sociais ou obras de caridade. Tudo devidamente registrado pelas câmeras. Um marco importante na Grã-Bretanha foi o ano de 1969, quando a BBC transmitiu um documentário sobre a família real. Os Windsors haviam aberto suas portas para a rede de TV no ano anterior para a gravação do filme, que incluía cenas de uma visita da rainha ao Brasil.

A relação com a mídia piorou bastante com o divórcio de Charles e Diana, especialmente no que diz respeito aos tabloides. Na época, a troca de acusações e revelações feitas pelo casal chegou a alimentar discussões sobre a abolição da monarquia. Por isso, segundo Roy Greenslade, professor de Jornalismo na City University e editor do tabloide Daily Mirror em 1990 e 1991, o príncipe William deve buscar um perfil mais discreto depois do casamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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