Migração para centro é bem-vinda

Para especialista, mudança é a melhor aposta de candidata

Patrícia Campos Mello, Washington, O Estadao de S.Paulo

17 de novembro de 2007 | 00h00

No dia 3 de janeiro, a senadora Hillary Clinton enfrenta em Iowa seu grande teste rumo à nomeação presidencial democrata, na primeira eleição primária. "Iowa é um Estado muito conservador, um dos dois únicos nos EUA que nunca elegeram uma governadora, senadora ou deputada mulher", diz Steffen Schmidt, professor de Ciências Políticas na Iowa State University e âncora do programa Dr. Politics na National Public Radio. "A migração para o centro, como se vê, não é um caminho sem armadilhas. Mas ainda é sua melhor aposta", diz Fritz Wenzel, diretor de comunicações da Zogby International. "Os esforços de Hillary para agradar aos moderados são um passo importante", diz Wenzel. Nas pesquisas, os eleitores demonstram querer um presidente que una os EUA. "Como Hillary tem sido vista como uma figura polarizadora, que desperta sentimentos fortes tanto a favor como contra, qualquer coisa que ela fizer para se tornar mais centrista é bem-vinda." E, de mais a mais, os outros candidatos também têm lá seus flancos a zelar: enquanto Hillary é mulher e feminista, Obama é negro, Mitt Romney é mórmon, Rudy Giuliani está no terceiro casamento, não conversa com os filhos e não condena o aborto nem o casamento gay. "Muita gente vai votar em Hillary justamente porque ela é mulher", diz Schmidt. Além disso, não há como menosprezar a magia de Bill Clinton sobre o eleitorado, sendo que certamente ele consegue transferir parte dessa popularidade para a mulher, acredita Schmidt. "Muitos eleitores vão votar em um terceiro mandato para Bill Clinton."

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