EFE/Dalati Nohra
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Mikati, empresário e político, designado premiê do Líbano

BEIRUTE - Najib Mikati, um empresário multimilionário que entrou na política em 1992, foi designado nesta terça-feira, 25, primeiro-ministro pelo presidente do Líbano, Michel Suleiman, graças ao apoio recebido de vários grupos, entre estes o movimento xiita Hezbollah.

Efe,

25 de janeiro de 2011 | 13h57

Mikati nasceu em 1956 na cidade de Trípoli (ao norte) e após licenciar-se pela Universidade Americana de Beirute completou sua formação de mestrado em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard.

Entrou na política em 1992, quando concorreu a deputado pela sua região e conquistou uma cadeira. Foi nomeado pela primeira vez ministro em 1988, pelo então primeiro-ministro Salim Hoss, que deu a pasta de Transporte e Obras Públicas.

Ocupou o mesmo ministério mais tarde em vários Governos do primeiro-ministro que sucedeu Hoss, Rafik Hariri.

Em 1989, formou-se junto com seu irmão Taha a companhia Mikati's Brother de comunicações por satélite, que em 1992 se associou à France Telecom para explorar uma das companhias de telefonia celular do Líbano até o ano passado, quando o Governo revogou sua licença e a entregou a uma sociedade kuwatiana.

Antes, ambos os irmãos haviam trabalhado na construção na Arábia Saudita, Abu Dhabi e o Líbano.

Desde 1992 é membro da Câmara de Comércio e Indústria de Beirute, o que o aproximou de seu presidente, Adnan Kassar, com quem diz que aprendeu como ser obstinado e combatido.

Em 15 de abril de 2005, o presidente do Líbano, Émile Lahoud, encarregou a formação de um Governo, para colocar fim à crise que arrastava o país desde o atentado de 14 de fevereiro que custou a vida ao que fora primeiro-ministro, Rafik Hariri.

Esse crime, que comoveu a vida política do Líbano e ainda gera tensões, provocou a renúncia do pró-Síria Omar Karami e a saída das tropas sírias do Líbano.

Mikati, que também é pró-Síria, conquistou o apoio de 57 deputados - de um total de 128.

Em 19 de abril de 2005 formou seu Governo, encarregado de preparar as eleições previstas no Líbano para maio desse mesmo ano, e não se apresentou ao pleito para cumprir sua promessa de não influenciar nestes.

Após o pleito, em 19 de julho de 2005, o presidente do Líbano, Émile Lahoud, assinou o decreto de dissolução do Governo e a formação de um novo executivo presidido pelo anti-Síria Fouad Siniora e composto por 24 ministros.

Em 2009, foi eleito de novo como deputado após apresentar-se dentro de uma lista de Saad Hariri para a região de Trípoli.

 

Saad Hariri se transformou depois no novo primeiro-ministro, mas nesta terça-feira confirmou sua separação do cargo, ao perder os apoios políticos que tinha, incluído o de seu sucessor, Mikati.

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