Milagres no Brasil canonizam médica que resistiu a aborto

O papa João Paulo II proclamou seis novos santos neste domingo, incluindo uma mulher que se transformou em símbolo da luta contra o aborto ao se recusar a interromper uma gravidez que poderia matá-la. A canonização de Gianna Beretta Molla vem com a confirmação, pela Igreja, de dois milagres atribuídos a ela e ocorridos no Brasil. O primeiro, em 1977, foi a recuperação de uma mulher doente após seu quarto parto; o segundo, em 2000, quando uma crainça saudável nasceu mesmo após a perda do fluido amniótico da mãe. Gianna Beretta Molla foi uma pediatra italiana que morreu em 1962, aos 39 anos, uma semana depois de dar à luz o quarto filho. Médicos alertaram-na do perigo de levar a gravidez a termo, porque Gianna tinha um tumor no útero. Mas ela insistiu. Ao proclamá-la santa, o papa elogiou o ?sacrifício extremado? de Gianna e sua ?mensagem profunda e simples?. ?Que nossa época redescubra, pelo sacrifício de Gianna Beretta Molla, a beleza pura, casta e fértil do amor conjugal, vivido como resposta à vocação divina?, disse João Paulo II.

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