Milhares acompanham cortejo fúnebre de Ted Kennedy

Corpo será exposto em Boston e sepultado amanhã em Washington

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

Milhares de pessoas acompanharam ontem o cortejo fúnebre do senador Ted Kennedy. O cortejo de Ted - que morreu aos 77 anos na terça-feira depois de uma batalha de 15 meses contra um câncer no cérebro - partiu de Hyannis Port e percorreu 115 quilômetros até a biblioteca presidencial JFK, em Boston. Ao longo do caminho, pessoas com faixas, fotos e flores saudavam o cortejo. O caixão de Ted ficará na Biblioteca JFK para visitação pública até as 16 horas de hoje. À noite, haverá um velório privado, com a participação do vice-presidente Joe Biden e dos senadores John McCain e John Kerry. Amanhã de manhã, será realizada uma missa em Boston, com discurso do presidente Barack Obama. Todos os quatro ex-presidentes americanos vivos - Jimmy Carter, George H. Bush, Bill Clinton e George W. Bush - vão participar da missa. Às 17 horas, Ted será enterrado no Cemitério de Arlington, próximo a Washington, perto de seus irmãos John e Bobby Kennedy. Por ter sido senador e também ter servido no Exército, Ted pode ser enterrado no cemitério, reservado para heróis de guerra e civis notáveis.Ted começou a ser velado em sua casa em Hyannis Port ontem de manhã. Houve uma missa com a participação da viúva, Vicki, e mais 30 integrantes da família, entre eles o filho de Ted, o deputado Patrick Kennedy, e Jean Kennedy, a única sobrevivente dos nove irmãos.O velório em Boston será realizado em uma igreja que tinha um significado especial para Ted, a Basílica Nossa Senhora da Ajuda Perpétua. Era lá que ele ia rezar pela filha Kara, quando ela foi diagnosticada com câncer no pulmão. O governador do Massachusetts, Deval Patrick, aumentou a pressão sobre os senadores estaduais para que seja escolhido rapidamente um substituto temporário para a vaga de Kennedy. Os democratas do Senado estadual indicaram que seria possível acelerar a legislação para que um substituto seja escolhido já na última semana de setembro. Segundo a lei, o posto de Kennedy ficará vago até uma eleição especial ser realizada, o que leva de 145 a 160 dias. Pouco antes de morrer, Ted pediu que a lei de seu Estado fosse alterada para que seu substituto pudesse ser escolhido rapidamente. Os democratas têm 60 votos no Senado - e provavelmente vão precisar de todos eles se os 40 republicanos se unirem contra a reforma do sistema de saúde. "Pedimos apenas que seja indicado um senador temporariamente, alguém que não se candidatará ao cargo depois, disse o senador John Kerry.

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