Milhares de agentes chineses testam eficácia para Jogos Olímpicos

O acesso e concentração, a partir de hoje, de cerca de 6.000 pessoas, sendo 3.000 legisladores, no Grande Palácio do Povo de Pequim, por ocasião da sessão anual da Assembléia Nacional, representa para as forças da ordem um teste de capacidade para enfrentar a segurança das próximas olimpíadas. Mais de 15.000 policiais e 620.000 voluntários se encarregarão de manter a ordem no centro da cidade até 14 de março, quando se encerra a sessão anual da Assembléia Nacional Popular (ANP), segundo informou a agência Xinhua. "Preparam-se para tramitar o desembarque em Pequim de dezenas de milhares de pessoas nos Jogos Olímpicos do 2008. Estes três anos são decisivos para aprender e também para lustrar uniformes e praticar o inglês", disse hoje uma jovem de sobrenome Li. A imensa avenida que liga a cidade de Leste a Oeste aparecia hoje vazia de automóveis e pedestres à medida que se aproximava da Praça da Paz Celestial, que acolhe a sede do Legislativo, e só veículos e passageiros autorizados recebiam o sinal verde para circular. Na era de Internet (o jornal Diário do Povo oferece aos membros da ANP um portal para que em seu blog recebam pedidos ou queixas) o sistema milenar de acudir de todo o país a tratar de se fazer ouvir ou entregar escritos aos governantes parece cada vez mais indesejado. Até há poucos anos, a sessão anual da ANP e as reuniões ao máximo nível do Partido Comunista da China (PCCh) proporcionavam, embora mínima, a possibilidade que os descontentes, às vezes desesperados, tentassem se aproximar de legisladores e políticos para contar-lhes as injustiças que sofrem. Aparentemente, também este ano, as forças da ordem levaram a um ginásio de Shijingshan, ao oeste da cidade, mais de 30.000 peticionários, categoria legal de vítimas que esgotaram as vias legais em suas províncias e ficam em Pequim à espera de uma resposta. O vice-ministro chinês de Segurança Pública, Xu Hu, negou antes do início da ANP que se tivesse persuadido esses peticionários a retornarem a suas províncias de origem. No entanto, Xu reconheceu que a Polícia "persuadirá" alguns "preguiçosos que ficam em Pequim durante muito tempo sem trabalho, residência fixa ou salário", para que retornem a suas províncias a fim de "reduzir fatores que possam prejudicar a ordem pública".

Agencia Estado,

05 Março 2006 | 07h09

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.