Lam Yik Fei / The New York Times
Lam Yik Fei / The New York Times

Cinco são detidos em Hong Kong durante manifestação após confrontos com a polícia

Atos de violência foram registrados depois de uma ação policial contra manifestantes que se recusavam a aceitar a dispersão

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2019 | 03h47
Atualizado 08 de julho de 2019 | 11h38

HONG KONG - Cinco pessoas foram detidas em confrontos entre manifestantes contrários ao governo e policiais, após um novo protesto no domingo, 7, em Hong Kong, perto de uma estação de onde partem os trens de alta velocidade para a China continental. Um dos organizadores, Ventus Lau Wing-hong, estimou em mais de 230 mil o número de presentes, enquanto a polícia mencionou 56 mil pessoas.

A cidade é cenário há algumas semanas de uma grave crise política, provocada por um projeto de lei que autorizaria extradições à China. Ele foi suspenso, mas a decisão não acalmou os manifestantes. Os protestos viraram um movimento mais amplo para exigir reformas democráticas e o fim da erosão das liberdades no território semiautônomo, que voltou ao controle chinês em 1997. 

Na noite de domingo, foram registrados atos de violência no bairro de Mongkok, na parte continental de Hong Kong, após um novo protesto para pressionar o governo local, favorável a Pequim.

Os confrontos aconteceram depois de uma ação policial contra pequenos grupos de manifestantes que se recusavam a aceitar a dispersão. A polícia afirmou que eles participavam de uma "concentração ilegal" e foram advertidos sobre a iminência de uma ação das forças de segurança.

Os manifestantes afirmaram que as pessoas retornavam para suas casas quando os policiais bloquearam o caminho.

Os protestos exigem a anulação do projeto de lei sobre extradição à China, investigação independente sobre o uso de balas de borracha pela polícia, anistia para as pessoas detidas e a renúncia da chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam. / AFP

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