Milhares de europeus continuam protestando contra a guerra

Os europeus prosseguiram nesta sexta-feira os protestos contra os ataques dos Estados Unidos e da Grã Bretanha ao Iraque. A maioria das manifestações ocorreram nas proximidades das embaixadas norte-americanas. Em Bruxelas, a União Européia (UE), onde nos dois últimos dias aconteceu a reunião dos 15 líderes da UE, estudantes, acompanhados de sindicalistas belgas, alemães, austríacos e franceses (30 mil segundo os organizadores, 17 mil segundo a polícia) manifestaram em "favor da paz e do emprego", sob organização da Confederação Européia dos Sindicatos (CES). A palavra de ordem era "Bush, Blair, Aznar, assassinos" ou "Bush, bouge de là" (Bush saia de lá).Em Atenas, mais 150 mil pessoas desfilaram com uma grande bandeira com os dizeres "não à guerra" e gritavam, ao mesmo tempo, "Bush assassino", "pare com os bombardeios". A manifestação aconteceu em frente à embaixada dos Estados Unidos fechada, desde essa quinta-feira. Em Roma, mais de 200 mil agricultores protestaram contra a guerra a pedido da Confederação Italiana de Agricultores, fazendo uma marcha nacional pela paz. Os manifestantes misturaram o verde das bandeiras do sindicato, sinos, chapéus de palha e costumes folclóricos, junto com as setes cores do arco-íris, símbolo dos pacifistas, na Itália.Na Alemanha, cerca de duas mil pessoas pediram o fim imediato das hostilidades, em um concerto de apitos pelas ruas de Potsdam, próximo a Berlin. Na capital alemã, os militantes do Greenpeace, ao redor da embaixada norte-americana, tocaram sinos a cada meia hora.Na Espanha, onde o governo do primeiro ministro José Maria Aznar está alinhado com a intervenção no Iraque, milhares de pessoas também saíram às ruas em protesto. Veja o especial :

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