Milhares de israelenses tiveram suas casas destruídas

Depois de 24 horas da entrada em vigor do cessar-fogo estabelecido pela resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, milhares de israelenses continuavam voltando para suas casas em cidades e povoados da Galiléia, ao longo da fronteira com o Líbano.Fontes policiais do norte de Israel informaram que muitos cidadãos israelenses que se refugiaram em outros lugares do país durante os ataques do Hezbollah encontraram suas casas destruídas. Os danos deverão ser compensados pelo governo. Na cidade de Kiryat Shmona, a nove quilômetros da fronteira com o Líbano, caíram cerca de mil foguetes. Eles destruíram parcial ou totalmente 2 mil casas e cinco escolas.O chefe de operações do Comando Militar do Norte de Israel, coronel Alon Fridman, informou à imprensa que durante o fim de semana as tropasque têm combatido no Líbano começarão a abandonar as posições conquistadas, para retornar a Israel. Fridman disse que "em poucos dias" as tropas do Exército regular se estabelecerão ao longo da fronteira. Nos 33 dias da guerra, informou o porta-voz militar, morreram em combate 118 soldados e reservistas. Os ataques dos milicianoslibaneses, que lançaram 3.970 foguetes e mísseis, mataram 39 civis, enquanto o número de feridos passou de mil. Os militares israelenses acreditam que os milicianos do Hezbollah estão retornando às aldeias libanesas do sul junto com seus habitantes para retomar suas posições de antes da guerra. O líder do Partido de Deus, Hassan Nasrallah, declarou na segunda-feira à noite que, apesar do acordo para o cessar-fogo, o Hezbollah não vai sedesarmar, "pois é a única força capaz de defender o Líbano".Durante a madrugada (horário local) milicianos do Hezbollah dispararam quatro bombas contra tropas israelenses postadas no sul do Líbano, mas sem causar vítimas, segundo informou umporta-voz militar. Segundo notícias de Beirute, dentro de 48 horas cerca de 15 mil soldados do Exército libanês começarão a tomar posições na fronteiracom Israel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.