Ronen Zvulun/Reuters
Ronen Zvulun/Reuters

Milhares de judeus ultraortodoxos protestam contra o serviço militar em Israel

Grupo, que representa 10% da população e tem representantes no governo, está insatisfeito com a obrigatoriedade do serviço militar

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 17h15

JERUSALÉM - Milhares de judeus ultraortodoxos voltaram a protestar nesta segunda-feira, 23, em Jerusalém contra o serviço militar obrigatório, provocando confrontos com a polícia e a paralisação do tráfego em uma parte da cidade.

Os manifestantes bloquearam um dos principais pontos de acesso de Jerusalém em direção a Tel Aviv e uma das principais avenidas da cidade, por onde circula o VLT. Para dispersá-los, os policiais usaram um canhão de líquido fétido.

As resoluções contra Israel na ONU

O protesto terminou em confrontos com policiais e pedestres, irritados com o inconveniente causado pela passeata. Pelo menos doze manifestantes foram presos, segundo o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

Os manifestantes, que pertencem a uma ala radical da população religiosa, segundo a polícia, protestam contra a obrigação do serviço militar há semanas.

Na quinta-feira passada, milhares foram às ruas de Jerusalém e outras cidades causando distúrbios semelhantes. A polícia relatou 120 prisões naquela ocasião.

Os ultraortodoxos respeitam rigorosamente as normas do judaísmo em todos os aspectos da vida diária e espiritual. Eles veem o recrutamento como uma fonte de tentação para os jovens, provenientes de um mundo fechado e voltados para a oração e estudos da religião, aos quais a maioria dedica suas vidas.

Uma decisão da Suprema Corte de que os ultraortodoxos devem realizar o serviço militar como os demais cidadãos israelenses, e a prisão de vários deles que não se apresentaram, causou a ira dessa influente comunidade, que constitui 10% da população e tem representantes no governo.

O serviço militar em Israel é obrigatório, com exceções, a partir dos 18 anos. Os homens servem dois anos e oito meses, e as mulheres dois anos. / AFP

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