Milhares de manifestantes exigem reformas no Bahrein

Dezenas de milhares de manifestantes contrários ao governo encheram as ruas da capital do Bahrein hoje para pressionar por amplas reformas políticas no país. Pelo menos duas marchas principais deveriam convergir para a Praça Pérola, que se tornou o principal ponto de manifestações por reformas democráticas.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 12h49

Forças de segurança não tomaram medidas imediatas para conter as passeatas, um indício de que os governantes do Bahrein não querem se arriscar a provocar mais derramamento de sangue e ser alvo de críticas de aliados ocidentais. O governo declarou luto hoje pela morte de sete pessoas durante confrontos no último dia 14.

Muitos manifestantes agitavam a bandeira vermelha e branca do Bahrein. Dentre os gritos de ordem estavam "nada de diálogo até que o governo seja dissolvido" e "pelo futuro do Bahrein, não temos medo de morrer". Fotografias dos mortos nos distúrbios foram colocadas na Praça Pérola.

As passeatas ocorreram após um sermão proferido por um clérigo xiita que afirmou que qualquer diálogo entre os manifestantes e o governo deve levar a claras reformas e mudanças. O imã Isa Qassim fez seu sermão na mesquita de uma vila xiita em Diraz, onde há forte presença de opositores do governo. Ele pediu reformas que sejam "claras, amplas e produtivas".

Qassim disse que os manifestantes querem garantias sobre o que será conquistado nas negociações. "Não queremos o diálogo apenas pelo diálogo, não queremos diálogo para perder tempo ou engolir a raiva. Queremos um processo significativo, viável e sustentável... buscamos uma mudança fundamental no atual processo político, baseada em demandas legítimas", falou aos fiéis.

O governo sunita do Bahrein se ofereceu para conversar com grupos de oposição xiita para tentar acalmar as manifestações, mas a oposição tem demorado para responder ao chamado. Os opositores parecem divididos. Alguns querem a saída do primeiro-ministro, que é tio do rei. Outros, porém, exigem a saída de todos os integrantes do regime. As informações são da Associated Press.

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