Milhares de mineiros protestam na África do Sul

Milhares de mineiros realizaram nesta terça-feira um protesto contra condições ruins de trabalho e salários baixos nas minas da África do Sul. Policiais e helicópteros vigiaram o local do protesto, a mina Lonmin PLC, em Marikana, cidade situada cerca de 70 quilômetros a noroeste de Johannesburgo, que foi fechada pelos manifestantes. A unidade representa 96% da produção de platina do país.

AE, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 16h09

Perto do local, o corpo de um homem de meia-idade jazia abandonado no chão. Os distúrbios, exacerbados por disputas entre sindicatos, já deixaram 10 mortos. Barnard Mokwena, vice-presidente-executivo da Lonmin, disse que a companhia está conversando com a polícia sobre a situação.Foi na última sexta-feira que os cerca de 3 mil trabalhadores iniciaram o que a gerência chama de greve ilegal.

Frans Baleni, secretário-geral da União Nacional dos Mineiros culpou a nova Associação dos Trabalhadores de Minas e Construção. Ele descreveu o movimento como "uma simples ação criminal" e disse que o sindicato rival aproveita-se da pobreza da região para atrair os trabalhadores com promessas de dinheiro.

O capitão de polícia Dennis Adrio disse que as unidades vão permanecer na mina o tempo que for necessário. "Nosso objetivo é civilizar a situação", disse o capitão. "O segundo objetivo é encontrar quem matou nossos dois oficiais e os outros mortos."

Atualmente a África do Sul é um dos maiores produtores de platina, ouro e carvão. Mas os mineiros ainda enfrentam péssimos salários e condições de vida.

Um relatório divulgado nesta terça-feira pela Fundação Bench Marks, ONG que monitora as práticas das multinacionais de mineração, afirma que os trabalhadores geralmente vivem em barracos decadentes sem eletricidade. Muitas crianças sofrem com doenças crônicas causadas por vazamentos de dejetos. As informações são da Associated Press.

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