Milhares de muçulmanos protestam na Ásia e Oriente Médio

Nesta sexta-feira, multidões estão indo às ruas em diversos países para protestar contra o filme que ridiculariza o Islã e contra a publicação de caricaturas de Maomé em uma revista francesa. Manifestações de muçulmanos costumam ocorrer nas sextas-feiras, quando a população reúne-se para orações.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 10h29

No Paquistão aconteceram as manifestações mais violentas, que deixaram três mortos. O governo declarou feriado nacional para que a população possa participar de marchas pacíficas contra o vídeo.

Na cidade de Peshawar, norte do país, a polícia matou duas pessoas ao abrir fogo contra manifestantes que incendiaram um cinema. Mohammad Amir, motorista de uma emissora de TV, foi morto quando balas atingiram seu veículo, afirmou Kashif Mahmood, repórter que estava no mesmo veículo. O canal mostrou imagens da vítima no hospital. Em Karachi, homens armados em meio a uma multidão de 15 mil atiraram contra policiais, matando um e ferindo outro. De acordo com o oficial Rohhullah Khan a turba ateou fogo em dois cinemas e um banco.

Há quase uma semana o Paquistão é palco de protestos contra o filme "A inocência dos muçulmanos". Em Islamabad, capital do país, as forças de segurança formaram uma barreira de contêineres em volta da área que abriga as embaixadas estrangeiras. Mais de 10 mil paquistaneses marcharam pela cidade e entraram em confronto com a polícia em diversos bairros.

No Iraque, cerca de 3 mil muçulmanos condenaram o filme e as caricaturas de Maomé publicadas pela revista parisiense Charlie Hebdo. O Ministério de Relações Exteriores da França ordenou que as representações diplomáticas e escolas localizadas em países islâmicos permaneçam fechados nesta sexta-feira.

Na capital do Sri Lanka, Colombo, cerca de 2 mil pessoas queimaram efígies de Barack Obama e bandeiras dos EUA. Protesto parecido aconteceu em Bangladesh, onde manifestantes tomaram as ruas da capital, Dhaka.

Na Indonésia e Malásia foram realizados protestos pequenos e pacíficos. No Líbano, o Hezbollah vem organizando protestos em grande parte pacíficos.

Na região instável da Caxemira, na Índia, a polícia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. O governo também bloqueou os serviços de telefonia celular e a internet para impedir que a população veja o vídeo.

O governo paquistanês também derrubou os serviços de telefonia celular em 15 grandes cidades do país, para impedir que militantes utilizem celulares para detonar bombas durante os protestos, afirmou um oficial do Ministério do Interior, que falou em condição de anonimato pois não tem autorização para falar com a imprensa. As linhas devem voltar a funcionar por volta das 18h (horário local, 10h no horário de Brasília). As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistãoprotestosfilmeatualiza 1

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.