KCNA via Reuters
KCNA via Reuters

Milhares de norte-coreanos se manifestam contra os EUA em Pyongyang

Segundo agência estatal, 100 mil pessoas protestaram contra os EUA; sucessivos testes militares da Coreia do Norte e a retórica dura usada por Washington levaram a tensão na península a níveis inéditos. 

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2017 | 01h55

SEUL - Milhares de norte-coreanos fizeram uma grande manifestação contra os Estados Unidos convocada pelo governo para demonstrar apoio ao líder Kim Jong-Un no sábado, 23, em Pyongyang. O protesto ocorreu em um momento marcado pela escalada de tensão do país asiático com Donald Trump, informou neste domingo, 24, a agência estatal de notícias KCNA. 

Segundo o texto, mais de 100 mil pessoas participaram do protesto, ocorrido na praça Kim Il-sung, na região central da capital. Durante o ato, houve críticas ao discurso de Trump na Assembleia da Organização das Nações Unidas, na terça, em que ameaçou "destruir totalmente a Coreia do Norte". 

"Estamos esperando o momento decisivo final para eliminar do globo os Estados Unidos, o império do mal", disse um oficial. 

+++ Coreia do Norte diz que lançar foguete contra os EUA se tornou inevitável

A Coreia lançou neste ano quase 20 mísseis e, no último 3 de setembro, realizou seu sexto teste nuclear, o que rendeu ao país ainda mais sanções das Nações Unidas - inclusive as primeiras que limitam as exportações de petróleo aos norte-coreanos.  

Os seguidos testes militares da Coreia do Norte e a retórica dura usada por Washington após a chegada em janeiro de Donald Trump à casa Branca levaram a tensão na península a níveis inéditos. 

+++ Bombardeiros dos EUA voam perto de litoral norte-coreano

O último episódio dessa crise ocorreu no sábado, quando aviões com bombas e caças dos Estados Unidos voaram perto da costa da Coreia do Norte para deixar uma mensagem clara de que os norte-americanos têm opções militares contra qualquer ameaça, segundo informou o Pentágono. 

Também no sábado, a Coreia do Norte disse que lançar seus foguetes no território dos EUA se tornou “inevitável” depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, chamou o líder de Estado norte-coreano de “homem-foguete”, em mais um episódio da guerra retórica entre os dois líderes. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.