Milhares de palestinos fazem greve de fome

Ao menos 3,5 mil prisioneiros palestinos entraram em greve de fome ontem e cerca de 1,2 mil devem continuar a manifestação nos próximos dias. Eles protestam contra as condições da prisão e detenções sem acusação formal por parte de Israel. Eles exigem também que seus familiares na Faixa de Gaza tenham direito a visitas.

JERUSALÉM , O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h03

Ontem, o militante da Jihad Islâmica Khader Adnan, em greve de fome há 66 dias, seria libertado pelo Exército israelense. Porta-voz do grupo radical, Adnan foi detido em regime de "prisão administrativa", quando militantes são mantidos durante meses ou anos na prisão por decisão de tribunais militares sem acusação formal.

Atualmente, há 4 mil palestinos presos em cadeias israelenses, 300 deles em detenção administrativa. A maior greve de fome de prisioneiros palestinos em Israel ocorreu em 2004, quando 10 mil detentos aderiram ao protesto, a maioria deles por 17 dias.

Ainda ontem, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, recebeu uma carta do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com as condições para a retomada das negociações de paz, interrompidas desde setembro de 2010. / AP

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