Milhares de paquistaneses saem de casa após enchentes

Milhares de pessoas deixaram suas casas no Paquistão nesta quarta-feira devido às enchentes provocadas pelas chuvas de monção que inundaram a disputada região da Caxemira, no Himalaia, alagando planícies e causando o transbordamento do rio Chenab, um dos principais da região.

Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 15h49

A inundação começou no início deste mês na Caxemira, onde causou deslizamentos de terra e deixou submersa a maior parte da cidade de Srinagar, no lado indiano da região. A soma de mortos das enchentes nos dois países é de pelos menos 457 pessoas.

Tropas paquistanesas e indianas têm usado barcos e helicópteros para levar alimentos para famílias presas e para retirar vítimas de áreas de perigo. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas, sendo que milhares perderam suas casas.

Um repórter da agência de notícias Associated Press estava preso no terceiro andar de uma casa pelo quarto dia seguido esperando que barcos de resgate retirassem os moradores do bairro de Rajbagh, um dos mais atingidos em Srinagar. Barcos de resgate recolheram familiares de militares e de funcionários do governo antes de salvarem os civis presos.

O clima piora à medida que os moradores ficam cada vez mais ansiosos sobre o destino de seus entes queridos que ainda estava desaparecidos. Em um bairro de Srinagar, sobreviventes irritados provocaram um ex-ministro do governo e brigaram com agentes de resgate. "Eles estão pedindo suborno para nos resgatar", disse um homem tremendo de raiva.

Autoridades dizem que é perigoso para barcos de resgate alcançarem algumas partes da cidade. "Nosso esforço todo é focado em garantir que temos equipamentos adequados para resgatar as pessoas", disse o ministro-chefe da Caxemira, Omar Abdullah, em uma entrevista ao canal de notícias CNN-IBN.

As chuvas levaram casas, pontes, equipamento de comunicação e colheitas. Tropas paquistanesas e indianas dizem que retiraram cerca de 75 mil pessoas de suas moradias. As enchentes são as piores a atingirem o Paquistão desde 2010, quando 1.700 pessoas morreram. Fonte: Associated Press.

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