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Milhares de peruanos protestam contra política econômica

Milhares de estudantes, professores e universitários, agricultores e desempregados provocaram o caos nas ruas de Lima nesta terça-feira, com seus protestos contra a política econômica do presidente Alejandro Toledo. Os manifestantes exigem que o mandatário cumpra as promessas eleitorais, tais como a do aumento de recursos para as universidades públicas, aumento de capital para o Banco Agrário e a recolocação de trabalhadores despedidos durante a privatização de empresas estatais, na década passada. Enquanto se realizavam as manifestações, Toledo fazia uma viagem de trabalho pelos departamentos (províncias) de Tumbes e Piura, a noroeste da capital, Lima, que fazem fronteira com o Equador. Os manifestantes se reuniram na praça Francia e rumaram para o Congresso, onde o presidente da Assembléia Nacional de Reitores, Francisco Delgado de la Flor, entregou à comissão de Educação um memorial com uma série de pedidos - entre os quais se inclui o de uma dotação extraordinária às universidades públicas no próximo ano para a contratação de docentes, compra de equipamentos de laboratório e aumento do material bibliográfico. Segundo Delgado, nos últimos anos o orçamento das universidades estatais diminuiu, em lugar de aumentar. Ao mesmo tempo, os agricultores, procedentes de várias partes do país, dirigiram-se à praça diante do Palácio do Governo para exigir a suspensão das importações de alimentos, o aumento de capital para o Banco Agrário e a queda nas taxas para importação de inseticidas e máquinas agrícolas. Já os desempregados, a maioria deles pertencente à Confederação Geral de Trabalhadores do Peru, seguiram em direção ao Congresso, diante do qual exibiram cartazes exigindo recolocação.

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