REUTERS/Denis Balibouse
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Milhares de pessoas podem morrer de fome em zonas sitiadas da Síria, diz ONU

Para Alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Zeid Ra'ad Al-Hussein, bloqueio de medicamentos, alimentos e outros produtos de ajuda está sendo usado como 'arma de guerra'

O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2016 | 12h46

GENEBRA - A fome pode provocar milhares de mortes nas zonas sitiadas da Síria, onde mais de 450 mil pessoas vivem bloqueadas, afirmou nesta segunda-feira, 29, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

"Os alimentos, os medicamentos e outros produtos de ajuda humanitária de urgência são bloqueados de forma reiterada. Milhares de pessoas podem morrer de fome", advertiu Zeid Ra'ad Al-Hussein durante a abertura da 31ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.

"A privação deliberada de alimentos está claramente proibida como arma de guerra. Por extensão, o cerco de localidades também está", declarou o Alto-Comissário.

A ONU anunciou que aproveitará a suspensão das hostilidades, em vigor na Síria desde sábado, para reforçar suas operações humanitárias e ajudar nos próximos cinco dias mais de 150 mil pessoas que vivem em localidades cercadas por algum dos grupos em conflito.

O organismo internacional também espera luz verde das partes para "ajudar 1,7 milhão de pessoas que estão em zonas de difícil acesso", declarou no domingo o coordenador de Assuntos Humanitários da ONU na Síria, Yacub el-Hill.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) exigiu nesta segunda-feira, por sua vez, acesso às zonas sitiadas com o objetivo de enviar ajuda médica. "No entanto, muitas demandas não são aprovadas pelas autoridades sírias", lamentou Elizabeth Hoff, representante da OMS na Síria.

O conflito sírio deixou em cinco anos mais de 270 mil mortos e milhares de deslocados e refugiados. / AFP

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