Milhares de pessoas protestam na Ásia contra a guerra

Grandes multidões no Paquistão e na Indonésia, dois dos países do mundo com maior população muçulmana, participaram neste domingo de manifestações contra o possível ataque ao Iraque. Na Indonésia, centenas de milhares de pessoas se reuniram nas proximidades da cidade de Surabaya. Em Rawalpindi, no Paquistão, outras centenas de milhares participaram da segunda e última manifestação pacifista convocada por uma coalizão de grupos religiosos. Muçulmanos também se manifestaram na Índia.Em Surabaya, foi a maior concentração até hoje realizada em território indonésio contra a guerra desde que o governo reiterou sua oposição ao conflito. Diferentemente de outras manifestações, nesta não houve discursos nem cartazes conra os EUA. Apenas os clérigos rezaram o livro sagrado islâmico, o Corão, e pediram para os fiéis rezarem pela unidade e a paz mundial. Na paquistanesa Rawalpindi, a marcha - organizada pela coalizão Mutahida Majlis-e-Amal, ou Fórum de Ação Unida, de religiosos ultraconservadores - incluiu cartazes e consignas contra os EUA e Grã-Bretanha. Na vizinha Índia, mais de 50 mil muçulmanos protestaram em Nova Délhi contra a possibilidade de guerra no Iraque e exigiram que os EUA desarmem Israel. "Aqueles que culpam o Islã pelos acontecimentos têm sua história cheia de acontecimentos sangrentos, massacres e violência", disse o influente clérigo muçulmano Syed Asad Madani aos participantes da 27ª reunião anual da Jamiat Ulama-i-Hind, organização de clérigos muçulmanos e eruditos indianos. Madani e outros oradores pediram ao Movimento dos Países Não-Alinhados, à Liga Árabe e à Organização da Conferência Islâmica que se esforcem para evitar a guerra.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.