Milhares de pessoas se despedem de corpo do chefe do Exército rebelde

Ex-ministro de Kadafi, Abdel Fattah Younes foi morto de maneira ainda não esclarecida na quinta

Efe e AP

29 de julho de 2011 | 12h25

'O sangue dos mártires não se irá em vão', gritavam os rebeldes

 

 BENGHAZI - Milhares de líbios participaram nesta sexta-feira, 29, em Benghazi no funeral do chefe das forças armadas rebeldes, Abdel Fattah Younes, assassinado na quinta-feira em circunstâncias ainda não informadas.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia 

  

Aos gritos de "sangue dos mártires não se irá em vão" os participantes da oração da sexta-feira realizada na praça de Tahrir de Benghazi se despediram do corpo do general e dos dois oficiais que morreram na quinta-feira baleados por um grupo de homens armados.

 

 

O imã que presidiu a oração chamou os líbios para continuar unidos na luta apesar do sucedido e a seguir avançando até tomar Trípoli.

 

Honrarias

 

Durante toda a manhã a emissora de televisão "Libia Al Ahrar" emitiu a foto do general morto e rezas muçulmanas, como se costuma fazer em caso de falecimento de um chefe de Estado.

 

Younes, mão direita de Kadafi, foi ministro do Interior do regime de Trípoli até que em 22 de fevereiro anunciou sua passagem para o lado dos rebeldes de cujas Forças Armadas liderou até sua morte.

 

O general foi dado por desaparecido na noite da quarta-feira, depois que fosse convocado pelas autoridades rebeldes a um interrogatório para responder por questões militares.

 

Suspeitas

 

No entanto, alguns apontam para a possibilidade de que tivesse sido chamado por suspeitas sobre contatos com o regime de Kadafi.

 

Além disso, depois dos disparos da noite de quinta-feira de vários de seus seguidores contra o hotel onde o presidente rebelde Mutafa Abdel Yalil anunciou sua morte, parece que há quem não descarta que fosse assassinado pelos próprios rebeldes.

 

Até o momento, o regime de Trípoli não se pronunciou sobre este golpe contra as forças rebeldes e as autoridades de Benghazi asseguram que continuam as investigações e que detiveram o líder do grupo agressor, mas não deram detalhes sobre as circunstâncias da morte.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.