Thaier al-Sudani/ Reuters
Thaier al-Sudani/ Reuters

Milhares de pessoas se reúnem em Bagdá para velório de Qassim Suleimani

Corpo do general será enterrado no Irã; mais cinco líderes mortos no ataque dos Estados Unidos também serão velados pelos presentes

Redação, O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2020 | 05h10
Atualizado 05 de janeiro de 2020 | 00h19

BAGDÁ - Milhares de pessoas estão se reunindo neste sábado, 4, para a procissão fúnebre do general Qassim Suleimani, em Bagdá. Além dele, outros líderes mortos durante o ataque dos Estados Unidos próximo ao aeroporto da capital do Iraque, também estão sendo velados.

Em sua maioria, os presentes vestem preto e carregam bandeiras iraquianas e de outras milícias apoiadas pelo Irã, que também são ferozmente leais a Suleimani. Alguns ainda gritam "Morte à América" e queimam bandeiras dos Estados Unidos, da mesma forma que o fizeram durante a invasão da embaixada norte-americana, no Iraque.

A multidão segue em direção a Zona Verde, bairro ultraprotegido do Iraque que abriga a embaixada dos Estados Unidos, e o local escolhido para o velório. O primeiro ministro-iraquiano, Adel Abdul Mahdi, está acompanhando de perto a mobilização. Segundo informações, o corpo do general será enterrado no Irã.

No velório, o corpo de mais cinco iranianos mortos no ataque estão cobertos com bandeiras do país. Retratos do líder supremo iraniano, Ali Khamenei e do chefe do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, estão sendo levados até o local pelos presentes, para reforçar a ameaça de "severa retaliação" feita por ambos, após a ação da última quinta dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, 3, o presidente Donald Trump foi a público para dizer que ordenou a ação, com a intenção de "evitar uma guerra". O governo americano diz que o general da Força Quds, que pertence a Guarda Revolucionária do Irã, estava planejando uma série de ataques que colocavam em risco tropas e oficiais americanos. No entanto, ele não forneceu nenhuma evidência.

Suleimani foi o arquiteto da política regional do Irã e o responsável por mobilizar milícias no Iraque, na Síria e no Líbano, inclusive na guerra contra o grupo do Estado Islâmico. Ele também tem sido responsabilizado há quase duas décadas por ataques contra tropas e aliados americanos.

 À medida que as tensões aumentavam em toda a região, relatos de um novo ataque aéreo contra um comboio de milicianos apoiados pelo Irã, em Bagdá, começou a ganhar força no noticiário. Um oficial de segurança iraquiano que não quis se identificar, disse que seis pessoas foram mortas. Até o momento, nenhuma confirmação oficial foi feita pelo Iraque, Irã ou Estados Unidos./ AP e EFE

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