Milhares de tailandeses pedem a renúncia do premier Thaksin

Cerca de 100 mil manifestantes exigiram a renúncia do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra durante um protesto em frente ao escritório do líder do governo tailandês neste sábado. O premier é acusado de abuso de poder e corrupção. "Estamos aqui para expulsar Thaksin", disse Wanwipha Maenmanede, de 45 anos, trabalhador da empresa estatal de energia EGAT. "Ele é o primeiro-ministro mais corrupto da história recente do país". Na noite de sexta-feira, o principal líder da oposição, Abhisit Vejjajiva, disse a militantes do seu Partido Democrata que aconselhou o premier a renunciar para que o rei possa indicar um governo interino até que uma nova eleição seja marcada. Desse modo, Thaksin poderia pleitear novamente o cargo de premier. No entanto, Aekkaporn Rakkhwamsuk, porta-voz do partido do primeiro-ministro, o Thai Rak Thai, afirmou que a indicação de um governo interino "violaria a constituição e a tradição política do país". Eleições gerais Os três maiores partidos oposicionistas já se comprometeram a boicotar uma eleição geral marcada por Thaksin para 2 de abril. Segundo os opositores, isso é mais uma manobra para o premier garantir facilmente um outro mandato. Thaksin afirmou, no entanto, que é "a obrigação de todos os partidos nomear candidatos para a eleição, e não boicotá-la". Um dos mais influentes conselheiros do rei pediu calma e diálogo, mas o palácio manteve-se distante da briga porque, por tradição, o monarca constitucional não deve se envolver com a política.

Agencia Estado,

25 Março 2006 | 19h00

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