Hipólito Mejías/Efe
Hipólito Mejías/Efe

Milhares fazem manifestação por reformas na educação no Chile

Professores e estudantes foram às ruas de Santiago; passeata é maior desafio do presidente Piñera

estadão.com.br,

16 de junho de 2011 | 19h09

SANTIAGO - Milhares de professores e estudantes fizeram uma passeata nesta quinta-feira, 16, pelo centro da capital do Chile, Santiago, pedindo melhorias na educação pública. Esse foi um dos maiores protestos contra o governo do presidente de centro-direita Sebastián Piñera.

 

Uma grande quantidade de policiais e veículos foi enviada para as ruas para impedir tumultos. A polícia estima que 50 mil pessoas participaram da passeata, mas organizadores afirmaram que foram cerca de 100 mil. Segundo a Efe, 70 mil pessoas saíram às ruas na capital chilena.

 

Com uma grande quantidade de faixas, cartazes e grupos musicais, os manifestantes atravessaram quinze quarteirões, da avenida central Bernardo O'Higgins, expressando seu descontentamento com a educação pública e exigindo mudanças.

 

'Diálogo de surdos'

 

A manifestação foi encabeçada por Jaime Gajardo, presidente do Colégio dos Professores, que convocou a greve nacional, e dirigentes universitários. De acordo com a Efe, eles pedem reformas na educação pública e denunciam o que chamaram de "diálogo de surdos" com o governo.

 

Um grande número de estudantes secundários que desde a semana passada estão em greve e ocupam cerca de 200 estabelecimentos de ensino também participaram da manifestação nesta quinta.

 

"Todos queremos a mesma coisa: educação pública para o Chile, que termine o lucro com a educação e que o Estado recupere seu papel, que se privilegie o público sobre o privado. Queremos mais democracia nas escolas e nas universidade e que se avance para uma educação de qualidade e não de elite, como agora", disse Gajardo à AP.

 

Em 2006, a então presidente Michelle Bachelet enfrentou desafio semelhante quando estudantes do ensino médio paralisaram as escolas por três semanas, obrigando o governo a conceder benefícios e a fazer mudanças.

 

Com Agência Estado e Efe

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