Milhares marcham contra Chávez

Manifestações em todo o mundo foram organizadas na internet

BOGOTÁ, O Estadao de S.Paulo

05 de setembro de 2009 | 00h00

Milhares de pessoas protestaram ontem em diversas cidades do mundo contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez, atendendo a um chamado feito pela internet por um grupo de colombianos. As maiores manifestações ocorreram nas principais cidades da Colômbia, em Honduras e na Venezuela, mas também houve protestos em Nova York, Miami, Quito, Cidade do México, Madri, Paris, Bruxelas, Hamburgo e Toronto. Chávez acusou a CIA de ter organizado as marchas.

Em Bogotá, sob o lema "No más Chávez" (algo como "Chega de Chávez"), quatro passeatas reuniram-se no centro histórico após partir de diferentes pontos da cidade. "Por causa de Chávez, a Venezuela e a Colômbia estão se tornando inimigas", disse a dona de casa Mariela Sánchez, na manifestação.

Um protesto de centenas de estudantes e sindicalistas contra o projeto que permitiria a reeleição do presidente colombiano, Álvaro Uribe, foi desviado para evitar confrontos. Ainda assim, houve briga entre antichavistas e esquerdista.

Em Caracas, houve manifestações tanto de rejeição quanto de apoio a Chávez - sendo as últimas uma resposta aos protestos internacionais. Em Honduras, um protesto antichavista foi liderado pelo presidente de facto do país, Roberto Micheletti, e reuniu milhares de pessoas. "Essa é uma demonstração de que não queremos imposições de ninguém neste país", disse Micheletti, que esteve à frente do golpe que em junho depôs o presidente hondurenho, Manuel Zelaya, aliado de Chávez.

Em Nova York, cerca de 200 pessoas concentraram-se diante da sede da ONU para pedir o fim do "intervencionismo" de Chávez em outros países da América Latina. "Chávez, terrorista internacional", dizia um dos cartazes levados à concentração.

As manifestações foram convocadas há dez dias por um grupo criado pelo colombiano Alejandro Gutiérrez, um economista de 28 anos. Ele diz ter obtido 340 mil adesões a seu movimento anti-Chávez por meio da rede social Facebook. AFP E AP

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