Milhares marcham em Caracas; PDVSA ignora ordem judicial

Os executivos da estatal venezuelana do petróleo, a PDVSA (Petróleo de Venezuela SA) desobedeceram à ordem da Suprema Corte do país e mantiveram-se em greve. Milhares de pessoas marcharam na capital, Caracas, para protestar contra o presidente Hugo Chávez, exigindo a renúncia do chefe do Executivo ou a antecipação das eleições. Os executivos da PDVSA disseram que a decisão judicial não levou em consideração o direito constitucional de fazer greve. A corte declarou que chegará a um veredicto final dentro de quatro dias. Nas ruas de Caracas, o risco de um confronto político violento é real. Ontem, pelo menos 27 pessoas foram feridas quando a Guarda Nacional usou balas de borracha e gás lacrimogêneo contra manifestantes anti-Chávez, na cidade litorânea de Barcelona. A greve na PDVSA é parte de uma greve geral - já no 19º dia - que pretende retirar Chávez do poder. Os organizadores do movimento acusam o presidente de arrasar a economia e dividir a nação. Chávez discutiu a situação do país, por telefone, com o presidente do Irã, Mohammad Khatami, de acordo com a Opecna, a agência de notícias oficial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Khatami manifestou a esperança de que Chávez conseguirá deixar os problemas para trás, ?com sabedoria e paciência, e a ajuda do povo venezuelano?, informa a agência. Carlos Ortega, líder da principal federação trabalhista da Venezuela, disse que a greve continuará. Ele se referiu a Chávez como ?ditador? e ?criminoso?. A greve cortou as exportações da Venezuela, que é o quinto maior fornecedor mundial de petróleo, em 90%, e jogou os preços para mais de US$ 30 o barril.

Agencia Estado,

20 Dezembro 2002 | 14h58

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