Milhares participam de posse simbólica de Chávez

Dezenas de milhares de partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se reuniram do lado de fora do palácio presidencial de Miraflores, onde acontece a posse simbólica do líder, que está em tratamento contra um câncer em Cuba.

AE, Agência Estado

10 de janeiro de 2013 | 15h52

Os participantes usavam camisetas nas quais estava escrito "eu sou Chávez" e agitavam bandeiras enquanto a música da última campanha presidencial, dizendo "Chávez, coração do povo", saía dos alto-falantes.

O governo organizou uma demonstração de apoio ao líder do lado de fora do palácio, na data em que ele deveria tomar posse. O presidente está num hospital de Cuba onde recebe tratamento para uma infecção respiratória, após passar pela quarta cirurgia contra o câncer, realizada mais de um mês atrás. Sua cerimônia de posse foi adiada indefinidamente, apesar das reclamações da oposição.

"Nós viemos para mostrar apoio, para que ele saiba que o país está com ele", disse Anny Marquez, secretária e integrante voluntária da milícia que Chávez organizou nos últimos anos. "Estamos com ele nos tempos bons e nos ruins."

Maduro disse que os líderes se encaminharão para o palácio presidencial nesta tarde para o "principal evento". Ele afirmou que, embora a cerimônia não seja uma posse oficial, ela marca o início de um novo mandato do presidente, após sua reeleição em outubro.

Como aconteceu em posses anteriores, o rosto de Chávez era visto em camisetas, placas, faixas e murais. Alguns dos participantes dançavam com a música que vinha de alto-falantes instalados em cima de caminhões. Quase todos usavam as cores do movimento da Revolução Bolivariana. A multidão aumentou e formou um mar de pessoas que se espalhou da principal avenida da capital para ruas laterais.

Centenas de membros da Guarda Nacional e policiais permaneceram nas esquinas, enquanto artistas de hip-hop se apresentavam em palcos montados ao longo da avenida que leva ao palácio presidencial. Havia faixas nas quais se lia: "Agora somos Chávez mais do que nunca".

"Nós somos Chávez. Chávez é nossa ideologia agora", declarou Elio Silva, integrante do grupo radical Tupamaro, que viajou cinco horas de ônibus para participar do evento. Ele usava uma boina com uma estrela, no estilo da que era usada pelo revolucionário argentino Ernesto "Che" Guevara.

Silva disse esperar que Chávez se recupere e afirmou ter certeza de que, o que quer que aconteça nas próximas semanas, "será tudo democrático".

Numa declaração que traduz os sentimentos de muitos na multidão, o professor Marcelo Vilegas disse que "infelizmente Chávez não pode estar conosco hoje. Mas somos o povo que representa Chávez. Ele sempre será nosso líder." As informações são da Associated Press.

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