Milhares protestam contra os EUA em Barein, Iêmen e Egito

Milhares de manifestantes promoveram passeatas hoje no Barein e no Iêmen, queimando bandeiras dos EUA, bloqueando o tráfego e exigindo que Washington cancele planos de invadir o Iraque. Após as orações muçulmanas de sexta-feira no Barein, cerca de 5.000 manifestantes seguiram da Mesquita Ras Rumman, em Manamá, até os escritórios das Nações Unidas na capital gritando "Morte à América! Morte a Israel!".Alguns manifestantes carregavam cartazes acusando Washington de querer invadir o Iraque para se apropriar de suas reservas de petróleo e para apoiar Israel. Outros exigiam que o governo do Barein feche a base da Marinha dos EUA na ilha do Golfo Pérsico e expulse o embaixador americano, no caso de um ataque ao Iraque."(O presidente dos EUA, George W.) Bush é uma cópia em papel carbono de Hitler. Ele planeja um genocídio do povo iraquiano", denunciou o ativista Fadheela al-Mahroos. Outros participantes carregavam um caixão com a inscrição "Bush".O Barein abriga a 5ª Frota dos EUA, com mais de 4.000 militares americanos. O governo tem rejeitado exigências populares de forçar a saída dos militares de Washington, alegando que os EUA são um país amigo. No Iêmen, no sul da Península Arábica, cerca de 6.000 pessoas gritaram slogans antiguerra, queimaram um boneco representando Bush e tentaram chegar até a Embaixada dos EUA em Sanaa.Durante as orações de hoje, clérigos aproveitaram seus sermões para condenar a "política arrogante" dos EUA para a região. Os manifestantes, gritando "Morte à América! Somos todos escudos humanos para o Iraque", foram impedidos, por forças de segurança, de alcançarem a embaixada.No Egito, cerca de 3.000 pessoas promoveram um barulhento protesto na frente da Mesquita Al-Azhar, no centro do Cairo, contra os planos americanos de invadir o Iraque.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.