Milhares protestam contra reformas na Dinamarca

Milhares de manifestantes reuniram-se nesta quarta-feira contra as reformas de bem-estar planejadas pelo governo dinamarquês - que incluiria o aumento na idade de aposentadoria e a redução dos privilégios estudantis. Cerca de 50 mil pessoas marcharam pacificamente através do centro da cidade de Copenhague antes de se juntarem para uma reunião no lado de fora do Parlamento, afirmou fontes policiais. Demonstrações similares ocorreram em outras cidades do país. Uniões comerciárias e organizações estudantis organizaram os protestos após o governo de centro-direita do primeiro ministro Anders Fogh Rasmussen e a oposição manterem, nesta semana, conversações sobre o plano, que precisa da aprovação do Parlamento.O governo quer aumentar gradualmente a idade de aposentadoria dos atuais 65 anos para 67 até 2025. Além disso, ele quer aumentar de 60 para 63 anos o limite de idade dos cidadãos que participam de um programa popular que permite uma aposentadoria com uma pensão limitada. Foi também proposto a redução dos privilégios estudantis financiados pelo Estado. Segundo o governo, tal medida seria um incentivo para que os dinamarqueses terminassem seus estudos mais rapidamente. População envelhecendoO governo afirma que as reformas são necessárias em face do envelhecimento da população, enquanto críticos dizem que as medidas irão corroer o generoso sistema de bem-estar da nação. "Isto não está promovendo o bem-estar, mas o contrário", afirmou Ernst Aasgaard, manifestante presente em um protesto na cidade de Esbjerg, região sudoeste do país. Em Copenhague, um grupo de seis ativistas começou os protestos subindo até o topo da estação ferroviária central da capital, pouco antes da meia-noite (horário local). Do alto, os manifestantes desdobraram um cartaz que dizia: "não aos cortes, sim ao bem-estar". Policiais rapidamente prenderam os ativistas, que foram multados por invasão. "Nós estamos muito bravos com o plano de reduzir nossos privilégios estudantis", disse ao canal televisivo TV2 a manifestante Gry Mogen Poulsen.

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