EFE
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Milhares protestam e 400 são presos na capital da Bielo-Rússia

População voltou às ruas pelo quinto domingo consecutivo e governo voltou a reprimir manifestações

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2020 | 19h17

MINSK - Milhares protestaram ontem em Minsk, capital da Bielo-Rússia, contra o presidente Alexander Lukashenko. Os manifestantes pedem a saída dele do cargo. Reeleito em agosto em uma disputa com suspeita de fraude, Lukashenko está há 26 anos no poder. Pelo menos 400 pessoas foram presas, segundo números oficiais. 

Como aconteceu em atos anteriores, o presidente voltou a movimentar um grande aparato de segurança contra seus opositores. Soldados armados usaram veículos blindados para lançar jatos de água nos manifestantes, sobretudo diante da sede da presidência, um dos locais de concentração. Foi o quinto domingo consecutivo de protestos – algo sem precedentes na ex-república soviética. Não há estimativas oficiais sobre os atos. Os manifestantes dizem estar reunindo pelo menos 100 mil pessoas nos fins de semana.

Quando o protesto estava no centro da cidade, um policial chegou a disparar um tiro de pistola para o alto. O Ministério do Interior afirmou que o disparo ocorreu para conter um grupo de manifestantes que se opunha à prisão de outros.

A ONG de defesa dos direitos humanos Viasna informou a prisão de mais de 200 pessoas em outras cidades do país. No fim de semana passado, foram detidas cerca de 600 em Minsk e outras cidades.

Lukashenko diz que “manobras do Ocidente” estão por trás das grandes passeatas contra ele e, recentemente, pediu apoio ao governo russo, um antigo aliado, mas com quem o presidente vinha se estranhando nos últimos anos. O presidente russo, Vladimir Putin, prometeu até ajuda militar, caso Lukashenko considere que é necessário. / AFP

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