Milhares protestam em Madri contra o desemprego

Milhares de espanhóis protestaram hoje nas ruas de Madri contra o elevado nível de desemprego, os políticos da Espanha e a perspectiva econômica sombria para o país. Manifestações similares também aconteceram em Barcelona, em Valência e em Sevilha, e a polícia foi colocada em estado de alerta, visto que na última quarta-feira um protesto semelhante em Barcelona acabou em violência.

AE, Agência Estado

19 de junho de 2011 | 17h45

O manifestante Antonio Cortés, de 58 anos, disse que as autoridades espanholas estão pedindo aos trabalhadores que suportem o peso da crise financeira. "Não nos representam!", gritavam as pessoas que participavam do protesto na Praça de Netuno, em Madri, que fica próxima ao prédio do parlamento da Espanha.

Quase dois anos de recessão deixaram o país com uma taxa de desemprego de 21,3% - a mais alta entre as 17 nações que integram a zona do euro - e com uma dívida soberana enorme. O desemprego chega a 35% quando são considerados apenas os espanhóis entre 16 e 29 anos de idade. Muitos jovens com ensino superior não conseguem encontrar trabalho.

Os protestos na Espanha começaram em 15 de maio e desde então se alastraram por várias cidades do país, alimentando-se da insatisfação de milhares de pessoas cansadas de cortes salariais e aumentos de impostos que, segundo as autoridades, são necessários para solucionar a crise financeira pela qual passa a nação. Os manifestantes afirmam que não devem pagar por uma crise gerada por bancos e por pessoas ricas. A polícia estima que hoje 35 mil manifestantes partiram de seis pontos de Madri para formar colunas que convergiram na Praça de Netuno. As informações são da Associated Press.

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