Milhares protestam na Eslovênia contra austeridade

Dezenas de milhares de trabalhadores do setor público realizaram uma manifestação na Eslovênia nesta quarta-feira contra medidas de austeridade do governo, aumentando a pressão sobre o primeiro-ministro, Janez Jansa, enquanto ele luta para permanecer no cargo.

AE, Agência Estado

23 de janeiro de 2013 | 13h17

Milhares de manifestantes agitando bandeiras se reuniram no centro de Ljubljana, a

capital do país, exigindo segurança no emprego e acusando o governo de corrupção. O diretor do sindicato de um setor público Branimir Strukelj disse que cerca de 100 mil trabalhadores participariam da paralisação enquanto milhares de pessoas eram esperados nas manifestações em 14 cidades eslovenas e vilas previstas para começarem às 9h (de Brasília).

"Não acredito naqueles que dizem que a situação vai melhorar, se faxineiros,

policiais ou enfermeiros são demitidos!", afirmou Strukelj em meio a manifestantes.

A greve de mais da metade dos empregados do setor público provocou o fechamento de jardins de infância, escolas, universidades e bibliotecas. Trabalhadores de hospitais, aduaneiros e policiais estão realizando apenas tarefas essenciais.

Os principais sindicatos do setor público estão exigindo garantias de que não haverá nenhum corte de empregos em 2013, ou 2014, à medida que o governo tenta reduzir o gasto do setor público em 5%. Os salários do setor público já fora cortados em 8% em 2012.

O principal negociador do governo e ministro da Justiça, Senko Plicanic, rejeitou as demanda ontem, e urgiu os sindicatos a iniciarem "negociações sobre como a redução (de 5%) poderia ser introduzida".

Jansa está lutando para manter sua instável coalizão de cinco partidos unida após denúncias de irregularidades feitas contra ele pelo órgão regulador de corrupção da Eslovênia no dia 8 de janeiro. Dois dos partidos da coalizão pediram sua renúncia. As informações são da Dow Jones.

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