Milhares protestam no Iêmen; tensão aumenta na capital

As forças de oposição no Iêmen movimentaram veículos blindados pelas ruas da capital Sanaa, enquanto dezenas de milhares de pessoas se reuniram para as orações e protestos tanto pró como contra o governo de três décadas do presidente Ali Abdullah Saleh.

MOHAMMED GHOBARI, REUTERS

29 de julho de 2011 | 14h52

O general Ali Mohsen, um importante comandante militar que passou para a oposição em março, enviou um grande número de soldados e blindados para proteger a "Praça da Mudança", numa quantidade bem maior do que a movimentação habitual dos protestos de sexta-feira.

Os manifestantes acampam há meses na área e eles colocam sacos de areia durante a noite para se protegerem de um eventual ataque das forças do governo.

Na manifestação da "Sexta da Paciência", um clérigo pediu por calma: "Nós nos manteremos firmes e preservaremos o caráter de paz de nossa revolução até que o regime caia."

Os manifestantes têm ficado cada vez mais frustrados com o fato de o movimento popular ainda não ter abalado a força do presidente de 69 anos, mesmo depois de ele ter sido forçado a fazer um tratamento médico em Riad após um ataque a bomba em junho contra o seu palácio.

Ele prometeu retornar para supervisionar o diálogo nacional e as eleições, mas a oposição o acusa de adotar táticas que levam à procrastinação.

O Iêmen tem sido atingido por casos de violência esporádica, ao longo dos seis meses de protestos populares diários. Os Estados Unidos e a Arábia Saudita temem que a agitação sirva aos propósitos do braço da Al Qaeda no Iêmen, a Al Qaeda na Península Arábica (Aqap).

A Aqap divulgou uma fita de áudio do seu comandante militar Qassim al-Raymi em fóruns islâmicos na Internet na sexta-feira, na qual ele prometeu atacar o principal exportador de petróleo do mundo.

"Os governantes da família saudita...nossa luta contra os judeus e os cristão não nos distrairão de vocês", disse ele numa gravação, a qual a Reuters não pode checar imediatamente.

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