Milhares reúnem-se para funeral em Srebrenica

Milhares de muçulmanos bósnios rezaram pelos mortos em Srebrenica e enterraram mais centenas de corpos neste sábado, dia em que se completam 14 anos do pior massacre na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Familiares enterram os restos dos corpos de 534 vítimas, removidos recentemente de valas comuns, no cemitério de Potocari.

AE-AP, Agencia Estado

11 de julho de 2009 | 17h37

Visitantes e dignitários rezaram pelos mais de 8.000 homens e meninos muçulmanos que foram mortos em Srebrenica durante a invasão da cidade por forças da Sérvia, em 1995. Durante a Guerra da Bósnia, que durou de 1992 a 1995, a Organização das Nações Unidas declarou Srebrenica - que havia sido sitiada pelas forças sérvias durante a guerra - uma área de segurança e muitas pessoas foram para a cidade em busca de proteção.

Mas em julho de 1995, tropas sérvias lideradas pelo general Ratko Mladic invadiram o local. As equipes da ONU não dispararam nenhum tiro. Elas assistiram às tropas de Mladic capturarem homens e levá-los para execução. O episódio foi descrito pelo ex-secretário geral da ONU Kofi Annan como o mais sombrio da história da organização.

A cada ano, mais corpos de vítimas são encontrados em valas comuns na região, identificados por meio de análises de DNA e enterrados. Entre os 534 mortos enterrados neste ano, havia 44 adolescentes - quatro deles tinham 14 anos quando foram assassinados. A Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, classifica o massacre como genocídio.

O ex-líder político da Sérvia Radovan Karadzic está sendo julgado no tribunal de crimes de guerra de Haia, mas alega não ter sido culpado pelo ocorrido. Mladic, também indiciado por genocídio, ainda está foragido, provavelmente na Sérvia.

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