Milhares saem às ruas pedindo liberdade no sul da Síria

Milhares de pessoas saíram às ruas hoje na cidade de Deraa, no sul da Síria, desafiando as medidas de repressão do governo, em passeatas para protestar contra o assassinato de manifestantes pela polícia, informou um ativista. O acesso dos meios de comunicação às manifestações foi restringido, mas um repórter da Associated Press ouviu disparos esporádicos ecoando pela cidade.

AE, Agência Estado

24 de março de 2011 | 13h09

Quase todo o comércio ficou fechado. As ruas estavam praticamente vazias e soldados e policiais antidistúrbio paravam pessoas em postos de verificação e estavam em vários cruzamentos, a maior presença de forças de segurança desde que o levante teve início.

Forças de segurança tinham o controle total da área ao redor da mesquita al-Omari, onde manifestantes se reuniram mais cedo e onde aconteceu a maior parte dos confrontos ontem. Funcionários sírios escoltaram um pequeno grupo de fotógrafos para a mesquita para mostrar que controlavam o local. Não havia sinais de combate dentro da mesquita, exceto por uma porta quebrada de um escritório. Em outros locais, a única evidência de confrontos eram pedras espalhadas pelas ruas e os restos de pneus queimados pelos manifestantes no dia anterior.

O ativista que mantém contato com os moradores de Deraa disse à AP que a multidão gritava "Síria, liberdade!" enquanto marchava na direção de um dos principais cemitérios da cidade. Outro grupo, também em Deraa, realizou um protesto sentando-se no chão no bairro de al-Mahata.

Inspirado pela onda de manifestações por democracia na região, o levante em Deraa e em pelo menos outras quatro vilas próximas se tornou o maior desafio para o governo sírio desde a década de 1970. As informações são da Associated Press.

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