REUTERS/Patrick T. Fallon
REUTERS/Patrick T. Fallon

Milhares voltam a protestar contra Trump pelo segundo dia seguido

Maiores concentrações foram registradas em Nova York, Los Angeles, Seattle, Boston, Portland, Oakland, Washington e Filadélfia

O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2016 | 01h10

WASHINGTON - Milhares de pessoas saíram às ruas das principais cidades americanas na noite quinta-feira, 10, para protestar contra a eleição de Donald Trump pelo segundo dia seguido. As maiores concentrações foram registradas em Nova York, Los Angeles, Seattle, Boston, Portland, Oakland, Washington e Filadélfia. Ativistas e organizadores, a maioria estudantes, disseram que novas marchas serão organizadas no fim de semana.

Em Oakland, na Califórnia, a polícia informou que cerca de 40 incêndios foram causados por coquetéis molotov lançados contra viaturas. Nas grandes cidades, os alvos preferidos dos manifestantes foram edifícios com a marca do republicano, como o novo hotel de Trump na capital Washington, perto da Casa Branca, e a Trump Tower de Chicago. Em Los Angeles, uma máscara do presidente eleito foi queimada e o trânsito de uma autoestrada foi interrompido. 

Assim como na noite de quarta-feira, o maior protesto ocorreu em Nova York, diante da Trump Tower. Duas marchas separadas convergiram para o prédio de 58 andares onde vive o magnata. De acordo com a imprensa, pelo menos 10 mil pessoas estiveram presentes no local. 

Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, aliado de Trump e cotado para ser o próximo secretário de Justiça, atacou os estudantes. “A verdade é que eles são um bando de crianças mimadas”, disse em entrevista à Fox News. 

Pelo Twitter, Trump também criticou as manifestações. “Acabamos de ter uma eleição muito disputada. Agora, manifestantes profissionais, incitados pela mídia, protestam nas ruas. É muito injusto”, tuitou o republicano. / REUTERS e EFE

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