Milhões de peregrinos muçulmanos rezam no Monte Arafat

Mais de dois milhões de peregrinos muçulmanos, de 178 países, rezaram pela salvação no Monte Arafat, o local mais sagrado do Islã, da onde o profeta Maomé fez seu último sermão, mais de 1.300 anos atrás. No local, o principal líder religioso da Arábia Saudita declarou, nesta segunda-feira, que o Ocidente move uma "guerra contra nossa fé". Com as mãos erguidas para o céu, a massa de peregrinos convergiu para o monte, não muito distante da cidade de Meca. No domingo, os peregrinos haviam se deslocado 12 km pelo vale de Mina para o início dos rituais da hajj, a peregrinação que tudo fiel muçulmano deve fazer ao menos uma vez na vida, se tiver saúde e condições financeiras. Muitos dos participantes choravam ao mesmo tempo em que rezavam, tomados pela emoção. O xeque Abdul-Aziz al-Sheik, grão-mufti da Arábia Saudita, disse que os muçulmanos enfrentam grandes desafios, entre eles as acusações de terrorismo e de violação de direitos humanos. "Oh, nação islâmica, há uma guerra contra nossa fé, contra nossa cultura, sob o pretexto de combate ao terrorismo. Devemos ficar firmes e unidos na defesa da nossa religião", disse ele. "Inimigos do Islã querem esvaziar nossa religião de seu conteúdo e significado. Mas os soldados de deus vencerão", disse Al-Sheik.

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