Milícia de al-Sadr nega seqüestro de japoneses

Um lugar-tenente do clérigo xiita Moqtada al-Sadr negou hoje que sua milícia tenha seqüestrado os três japoneses que são mantidos como reféns por militantes não identificados sob a ameaça de serem queimados vivos, caso o Japão não saia das forças de coalizão. Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro Junichiro Koizumi disse à população de seu país que não vai retirar sua tropa de 530 soldados do Iraque. As famílias dos reféns imploram para que o governo retire as tropas da cidade de Samawa, no sul, onde os militares ajudam na reconstrução. Milhares de manifestantes saíram às ruas carregando faixas pedindo o fim da guerra e se reuniram no parque Hibiya de Tóquio. As fotos dos três reféns, com os olhos vendados e cercados por homens armados estampam as manchetes dos seis principais jornais japoneses e as imagens em vídeo dos seqüestrados foi exibida em todo o mundo. Por sua vez, a Autoridade Palestina disse hoje que tentará conseguir a libertação dos trabalhadores árabes da agência de ajuda humanitária internacional, entre eles um residente de Jerusalém, que foram capturados por milicianos iraquianos. Os reféns foram identificados como Nabil Razouk, de 30 anos e oriundo de Jerusalém, e Fadi Ihsan Fadel, uma canadense de 33 anos nascida na Síria.

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