Milícia do Fatah ameaça matar líderes do Hamas

As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, facção armada vinculada ao movimento Fatah, ameaçaram nesta terça-feira matar dirigentes do Hamas, entre eles Khaled Mashaal, líder do grupo islâmico no exílio.A milícia anunciou em comunicado enviado aos meios de comunicação que vários dirigentes do Hamas são responsáveis pela recente explosão de violência nas ruas palestinas, que deixou desde domingo 12 palestinos mortos e quase 150 feridos.As Brigadas indicaram que Mashaal, residente em Damasco, assim como o ministro do Interior do Governo palestino, Said Siyam, e Youssef Zahar, também funcionário deste ministério, são os responsáveis pelas recentes mortes."Nós das Brigadas de Al-Aqsa anunciamos, com toda nossa força e sinceridade, aos que governam o povo em nossa pátria e na diáspora, que executaremos os responsáveis pela revolta: Khaled Mashaal, Said Siyam e Youssef Zahar".Desde domingo, quando começaram os confrontos armados entre milicianos do Fatah e membros da nova força criada pelo Ministério do Interior e leal ao Hamas, quase 150 palestinos ficaram feridos em distúrbios na Cisjordânia e em Gaza.Além disso, vários militantes do Fatah obrigaram nesta terça o fechamento de várias escolas no centro da Faixa de Gaza, e instaram os professores e alunos a abandonar as salas de aula, sem dar-lhes mais explicações.Seguidores do Fatah, presidido por Mahmoud Abbas, também bloquearam a estrada Saladino, um dos principais cruzamentos da Faixa de Gaza, queimaram pneus, levantaram barricadas e efetuaram vários disparos para o ar enquanto gritavam "Abaixo, abaixo com o Hamas".Representantes de ambos os grupos continuaram trocando acusações, enquanto aumentam os chamados por eleições antecipadas.O ex-ministro palestino Sufian abu Zaid, do Fatah, pediu a formação de um novo governo de união nacional na Autoridade Nacional Palestina (ANP) ou eleições.As diferenças entre ambos os grupos incluem principalmente a negativa do Hamas de aceitar o reconhecimento de Israel, para que se forme um novo gabinete palestino e se acabe assim com o boicote da comunidade internacional. A suspensão da ajuda estrangeira impediu o pagamento de 165 mil funcionários públicos durante meses.

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