Milícia libera 4 funcionários de missão da ONU sequestrados em Darfur

Líder do grupo afirmou que sul-africanos foram sequestrados sem autorização do movimento

26 de abril de 2010 | 20h10

Associated Press

 

CARTUM- Quatro pacificadores sul-africanos que trabalhavam junto a uma missão da ONU em Darfur foram libertados nesta segunda-feira, 26, após duas semanas de cativeiro, afirmou a organização mundial em um comunicado.

 

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Os desarmados conselheiros policiais da África do Sul - dois homens e duas mulheres - foram sequestrados em 11 de abril, depois de deixarem seu local de trabalho, em Nyala, capital do sul de Darfur, em uma jornada de sete quilômetros de volta a seus quartéis privados.

 

Os quatro farão exames médicos e depois serão enviados para seu país natal, para se encontrarem com suas famílias, de acordo com a ONU.

 

"Nós estamos agradecidos em ter nossos colegas de volta conosco", disse Ibrahim Gambari, chefe da UNAMID, missão da ONU em Darfur.

 

Gambari teve conversações no domingo com o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que prometeu fazer o possível para proporcionar um retorno seguro ao pessoal da UNAMID.

 

O grupo autodenominado Movimento Popular pela Luta Democrática assumiu a responsabilidade logo após o sequestro e afirmou que estava pronto a cooperar com o governo sudanês para a libertação dos quatro sul-africanos.

 

O líder do grupo, Jibrail Bukhari Abbas, disse que um de seus membros fez o sequestro independentemente, sem instruções da liderança do movimento. Abbas disse que seu grupo ingressou em conversações de paz com o governo e que o sequestrador estava fora do grupo.

 

O conflito em Darfur começou em fevereiro de 2003, quando rebeldes de etnias africanas se armaram contra o governo árabe sudanês em Cartum, alegando discriminação e negligência.

 

Cartum é acusada de retaliar os confrontos e armar tribos nômades árabes, formando milícias nas populações civis, acusação que o governo nega.

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