Milícia palestina dispara três foguetes contra Israel

Milicianos palestinos dispararam nesta quinta-feira três foguetes Qassam contra o território israelense, apesar do cessar-fogo decretado na região em 26 de novembro. Um dos foguetes caiu em uma área deserta nos arredores da cidade de Sderot, sem causar danos nem vítimas, confirmou um porta-voz da prefeitura, enquanto os outros dois caíram em território palestino.Os três foguetes desta quinta se somam aos nove de quarta-feira, o que levou Israel a repensar a conveniência do cessar-fogo.Um foguete rústico disparado por militantes palestinos na direção de Israel mudou inesperadamente de curso e atingiu uma casa no norte da Faixa de Gaza, provocando ferimentos moderados em um menino de dois anos que dormia em sua cama no momento da explosão, informaram médicos. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do disparo.No incidente, militantes palestinos dispararam dois foguetes na direção de Israel. Os artefatos foram disparados de Beit Hanoun. Um dos foguetes saiu de controle e atingiu uma casa próxima. O projétil atravessou a sala e atingiu um quarto onde três crianças dormiam. Um menino de dois anos ficou ferido. As outras duas crianças sofreram apenas escoriações superficiais. O menino ferido, Samir al-Masri, teve uma perna quebrada e foi atingido por estilhaços, disse Jad al-Masri, seu tio.Fontes próximas ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disseram à rádio pública que, "por enquanto, Israel continuará com a política de contenção diante dos ataques". As fontes acrescentaram que esta política continuará em vigor "até que se esclareça a situação nos territórios palestinos", onde desde a noite de terça-feira reina uma segunda trégua, desta vez interna, para conter os ataques entre as milícias dos movimentos Fatah e Hamas.Olmert, no entanto, convocará na próxima semana o gabinete reduzido para assuntos de segurança para analisar a situação, destacaram as fontes.O cessar-fogo entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) foi declarado de forma imprevista após um período de ataques mútuos na região desde 25 de junho, dia da captura do soldado israelense Gilad Shalit por milícias palestinas.As operações israelenses mataram centenas de palestinos, desde que a cidade de Sderot foi submetida a uma chuva de foguetes disparados de Gaza.Desde 26 de novembro, grupos armados palestinos dispararam mais de 40 foguetes em resposta às operações militares israelenses na Cisjordânia - onde não vigora a trégua - ou por rivalidades internas.Na quarta-feira, a Jihad Islâmica comunicou, após os primeiros seis foguetes, que o ataque era a "primeira represália" pela morte de dois de seus milicianos no distrito de Jenin, horas antes de uma operação israelense.Olmert afirmou na quarta-feira, em uma coletiva em Jerusalém com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, que a paciência de Israel tem limite. "A contenção não pode durar por todo o tempo. Desde a declaração da trégua caíram mais de 40 foguetes e os disparos ainda continuam", disse o primeiro-ministro israelense.

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