SALEH AL-OBEIDI/AFP
SALEH AL-OBEIDI/AFP

Milícia xiita assume controle do principal porto do Iêmen

Houthis tomaram porto de Áden, no sul do país, após duros combates que deixaram pelo menos 53 mortos nas últimas 24 horas

O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 10h59

SANAA - A milícia xiita Houthis tomou nesta segunda-feira, 6, o controle do principal porto do Iêmen, em Áden, no sul do país, apesar da resistência dos comitês populares e dos bombardeios aéreos e de navios de guerra realizados pela coalizão árabe.

Várias testemunhas informaram à Agência EFE que os Houthis contaram com o respaldo de tanques do exército leal ao ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh na operação.

O domínio do porto ocorreu após duros combates com os comitês populares - forças partidárias do presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi -, e depois dos avanços conseguidos nos últimos dois dias pelos milicianos xiitas em Áden.

Pelo menos 53 pessoas morreram nas últimas 24 horas nos confrontos em Áden, de acordo com fontes médicas e o Exército. Entre as vítimas estão pelo menos 17 civis e 10 combatentes ao presidente iemenita Hadi, exilado na Arábia Saudita. Os demais mortos seriam combatentes Houthis, segundo uma fonte militar.

Os navios de guerra, segundo as testemunhas, bombardearam posições dos Houthis no litoral ao sul de Áden e em alguns bairros da cidade, como Jur Maksar. 

O aumento da violência em Áden deteriorou a situação humanitária, já que a maioria dos bairros tiveram o fornecimento de água e luz cortado em razão dos bombardeios de ambos os lados, que afetaram a infraestrutura das cidades.

Ao longo do dia foram formadas longas filas de civis com vasilhas de plástico em frente a um centro provisório de distribuição de água no bairro de Kariter, no centro da cidade.

O avanço dos Houthis em Áden ocorre apesar de uma das prioridades da ofensiva iniciada há 12 dias pela coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, ser conter o grupo xiita na cidade. Os milicianos, também conhecidos como Ansar Allah, conseguiram entrar ontem no bairro de Al-Qalua, vizinho à região de Al-Muala, onde fica o porto, e ocuparam a prefeitura. / EFE e AFP

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