Milicianos curdos chegam a Kobani para combater o EI

Primeiros peshmergas entraram na cidade síria pela fronteira com a Turquia; outros 140 são aguardados para lutar contra jihadistas

O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 11h25

BEIRUTE - Um grupo formado por dez peshmergas, milicianos curdos que saíra do Iraque, entrou pela primeira vez nesta quinta-feira, 30, na cidade síria de Kobani por meio da fronteira com a Turquia para auxiliar no combate aos jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Segundo o grupo sediado na Grã-Bretanha, a expectativa é que nas próximas horas cheguem os outros 140 peshmergas que aguardam no lado turco da fronteira. Kobani está sitiada pelo grupo EI há cerca de um mÊs.

O vice-ministro de Relações Exteriores do governo local autônomo de Kobani, Idris Nuaman, não pôde confirmar a informação, mas afirmou que "a maior parte da força ainda está na Turquia".

O ativista Mustafa Bali denunciou que o deslocamento dos milicianos curdos está atrasado em razão de impedimentos impostos pelas autoridades turcas. De Kobani, Bali disse que a maioria dos peshmergas estão presos pelos turcos em um armazém, próximo à fronteira, onde não é permitido entrar nem sair.

Os 150 milicianos chegaram na noite de terça-feira à Turquia para continuar o percurso rumo a Kobani pelo norte, já que a população está cercada pelos outros lados.

Na quarta-feira, um grupo de 50 combatentes do opositor Exército Sírio Livre (ELS) também entrou em Kobani, por meio da Turquia, para ajudar a defender a cidade do EI.

A ofensiva do EI sobre Kobani e vilarejos sírios próximos já matou mais de 800 pessoas, segundo ativistas. Os extremistas capturaram dezenas de vilas e tomaram controle de partes da cidade, forçando mais de 200 mil pessoas a fugir para a Turquia. /AP e EFE

Tudo o que sabemos sobre:
KobaniEstado Islâmicopeshmergas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.