Milicianos de direita abandonam as armas na Colômbia

Após cantar o hino nacional, 800 combatentes das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), um temido grupo paramilitar de direita, depuseram suas armas, numa cerimônia promovida pelo governo como o primeiro passo para o fim da guerra civil que já dura quatro décadas.No entanto, antes mesmo do início da solenidade, transmitida pela televisão, críticos denunciaram o evento como um espetáculo que dá liberdade a culpados de seqüestro, tráfico de drogas e assassinato. As Autodefesas são acusadas por algumas das maiores atrocidades cometidas durante a guerra.?Certamente, cometemos alguns excessos?, reconhece o líder das AUC, Carlos Castano, procurado nos EUA por narcotráfico. A mensagem de Castano, gravada em vídeo, foi apresentada na cerimônia.Giovanni Marin, comandante da facção Cacique Nutibara das AUC, desmobilizada hoje, desculpou-se pelo ?sofrimento causado? à nação colombiana. ?A estrutura política e militar do bloco Cacique Nutibara foi permanentemente dissolvida?, disse Marin. ?Esperemos que os tempos de violência cheguem ao fim?.Jose Miguel Vivanco, da Human Rights Watch, chamou o evento de ?uma farsa?. ?Em vez de dar um microfone a esses criminosos, o governo deveria concentrar-se em prendê-los e julgá-los?, disse, numa declaração.

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