Milionário mata família, põe fogo em mansão e se suicida

Polícia também encontra cavalos e cachorros mortos

Reuters e France Presse, LONDRES, O Estadao de S.Paulo

03 de setembro de 2008 | 00h00

A polícia britânica acusou ontem o milionário Christopher Foster de ter assassinado a mulher e a filha - um crime que chocou a Inglaterra na semana passada."Acreditamos que ele matou a mulher, Jill, de 49 anos, e Kirstie, filha do casal, de 15 anos, ateou fogo na casa e se suicidou na madrugada de terça-feira da semana passada", afirmou o detetive Jon Groves, responsável pela investigação. Segundo ele, a polícia não tem nenhum outro suspeito.Desde que as chamas tomaram conta da mansão Osbaston, em Maesbrook, oeste da Inglaterra, a imprensa britânica não pára de especular sobre o que ocorreu de fato. Apesar de nenhum motivo ter sido divulgado, há relatos de que a empresa de Foster - que ficou milionário ao desenvolver tecnologia de isolamento para navios petroleiros - estaria afundada em dívidas. No começo do ano, um juiz afirmou que Foster era alguém em quem não se podia confiar, além de não ter os "instintos básicos da moralidade comercial". Sua empresa, Ulva, enfrentava processos e devia US$ 1,45 milhão em impostos.Até agora, apenas os corpos de Foster, de 50 anos, e Jill foram identificados. A autópsia feita no corpo da mulher indicou que ela morreu com um tiro na cabeça. O corpo de Kirstie ainda não foi identificado formalmente e a polícia ainda não determinou a causa da morte dela e do pai. A família foi vista pela última vez no dia 25. Além dos três corpos, a polícia também encontrou três cavalos e quatro cachorros mortos a tiros dentro da mansão. Imagens obtidas pela polícia mostram um homem saindo da residência na manhã de terça-feira passada levando um rifle. De acordo com os investigadores, acredita-se que o homem no vídeo seja o milionário. A polícia mobilizou uma centena de agentes para trabalhar de maneira exclusiva na investigação do assassinato."Trata-se de um caso muito complexo e incomum", afirmou Groves. "Ainda há muito trabalho a ser feito nos inquéritos sobre o assassinato e o incêndio criminoso para que possamos estabelecer exatamente o que houve naquela manhã."

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