Militantes acusam serviço de inteligência de perseguir opositores na Venezuela

Segundo ativistas, o Sebin invadiu casas e realizou prisões arbitrárias nos últimos dois dias; Caracas denuncia complô para incitar violência

O Estado de S.Paulo,

02 Maio 2014 | 16h15

CARACAS - Ativistas e opositores acusaram o Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) de conduzir uma ofensiva na Venezuela contra eles nos últimos dois dias. Ao mesmo tempo, autoridades venezuelanas denunciaram um suposto complô para incitar e promover os protestos violentos nas ruas do país nos últimos meses.

O estudante da Universidade Santa Maria (USM) Rosmit Montilla, também militante do partido Vontade Popular – do líder opositor preso Leopoldo López –, foi retirado de dentro da de seus avós e preso por agentes do Sebin, segundo denúncia da dirigente estudantil Gaby Arellano.

“O Sebin acabou de levar de sua casa, em Capricuao, meu amigo Rosmit Montilla, estudante da USM”, escreveu ela em sua conta no Twitter. “Nicolás (Maduro) e toda a cúpula ditatorial do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), digo a vocês que não poderão com essa avalanche chamada liberdade”.

Outro dirigente do Vontade Popular, Freddy Guevara, qualificou a prisão como uma “nova ofensiva” contra a organização política. “Foi um ataque praticado de forma irregular por funcionários do Sebin no qual envelopes com dinheiro e com a inscrição ‘Altamira’ foram semeados dentro da residência de seus (Montilla) avós, localizada no Setor Caricuao, no município de Libertador”, acusou.

Na madrugada de quinta-feira, segundo o jornal venezuelano El Universal, funcionários do Sebin encapuzados invadiram a residência onde funcionava a sede, em Caracas, das organizações de defesa dos direitos Humanos Um Mundo Sem Mordaça e Humano e Livre. Segundo o jornal, o rapaz que cuidava da casa, identificado como Yeimi Varela, foi levado preso.

As autoridades do país, por sua vez, denunciaram um suposto complô para incitar e promover os protestos contra o governo. O ministro das Relações Interiores, major-general Miguel Rodríguez Torres, prometeu apresentar provas dessa acusação nesta sexta-feira, 2, sobre o que chamou de um “plano organizado para gerar as ações de violência” dos últimos meses. / EFE e AP

 

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